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Parasita

A minha mãe foi/é aquele tipo de mãe que nunca me privou necessariamente de fazer algo, mas ela me conduziu a fazer de forma certa, ela explicou o bem e o mal de forma simples e convincente. Eu confesso que fui inteligente em acatar as dicas. Ela explicou o motivo pelo qual as drogas não são boas, que álcool em excesso poderia ser subjetivamente ruim (sabe como é, rabo de bêbado não tem dono) e que cigarro era um vício nada inteligente. Ela jamais me ensinou sobre o amor ou sentimentos similares (além do fraternal e maternal). Ela nunca me disse que era angustiante um rompimento, que dizer adeus seria um dos piores momentos da minha vida, talvez não precisasse, a morte do meu pai fez isso por ela. E esqueceu de dizer que o chocolate era um vício nada inteligente também, minha balança que o diga. Mas o pior de tudo, ela me ensinou e eu repito agora:  a pior perda, não é a de outra pessoa e sim, a própria.
Um coração humano te põe em tantas armadilhas perigosas, em tantas aprovações que chega parecer burrice não aceitar. E em sentimentos bons, seja amor ou um simples gostar, juntamente com a confiança, o parasita da ilusão se apodera e te domina, como se fosse um ladrão na noite que te consome. Uma doença mental que te controla e está perto demais para te confortar.  E o sintoma é simples: enlouquecer. Não  dá para distinguir em qual parte de tudo está, não dá para entender o motivo. Mas o parasita está lá e ninguém sabe se livrar, alguém esqueceu de fazer esse manual de instrução ou a bula.

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